domingo, 15 de novembro de 2015

Entre Mares


As vezes eu paro
As vezes eu penso
Será que ainda pensa em mim?

Quando na noite a lua está alta
E o céu não parece ter fim
Será que lembra que essa mesma lua
Brilha também aqui?

Há um oceano entre nós
Mas não é só de água que o mar é feito
Há o medo de se estar só
Há sangue, há lama, e há nossos defeitos

Que nos afastam de quem amamos
Que destrói o que conquistamos
Não importa se hesitamos
Assim acabamos

Na janela do avião
Ao cruzar o oceano
Segure firme em suas mãos
As sementes de amor
Que por orgulho não semeamos ...


Poema XV



Perdida no escuro eu te achei
Perdido no escuro você me criou
Oh! Tuomas, me ensinaste a esconder nas palavras
Toda a dor 

Me convidaste a um passeio em seu jardim secreto
Envolvendo-me nas delicadezas de sua poesia 
Em sua coreografia me ditas diversos,
Em reciprocidade há melodias 

Deixe-me brilhar em seus olhos atentos
acariciando-lhe os cabelos em versos 
Fazendo cada detalhe de nossos universos 
Imortal na lenda dos tempos