terça-feira, 16 de junho de 2015

Ao Menestrel



Poeta que habita no natural
Tão monumental é teu ser
Artista que vive nas trevas
Tantas quimeras há em seu viver
Não olheis para defeitos de ao redor
Sendo o seu melhor não há o que temer
Poeta de olhos brilhantes
Em instantes verás que irás crescer
Eu venho do lixo, do lodo onde habitei
E sei que em algodão é envolto o teu ser
Crês que és obscuro no entanto mais clara
Que a lua, toda em amostra, tu estás a aparecer
Eu, uma triste do bardo que deixou-se de amor finar
Tu, menestrel de coração largo
Voo irás alçar
Voe longe rouxinol, minha avezinha
Perdoe-me a fonte do nosso entristecer
Habitaremos felizes na poesia
Há nossos versos em cada amanhecer

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Réquiem



Recordo-me de seus olhos
Em azul celeste repousado nos meus
Castanhos campestre
Eram tão cheios de vida...
Seu sorriso
Muito expressivo
De emoções jamais sentida
E hoje, seus dias friamente contados
Em breve, olhos cerrados
Nada poderemos falar
Além de lamento
Em tormento
Entoar
Não, de todas as maldições
A morte nunca foi por mim desejada
Por mais que por ti acreditei um dia estar enamorada
Durou três dias
E não sentia mais nada
Foi um erro, pode até ser
Hoje casado, estás para morrer
E eu sem a palavrinha pronunciada
"Me perdoe" não o disse
E dentro em breve, tu não mais existe
E eu aqui, amordaçada
Descanse em paz, meu leal amigo
Seus olhos azuis, de céu infinito
Iluminam a vida
de seu atual amor
E eu que lamentei ter te conhecido
Hoje sei que melhor nos saímos como amigos
Do que os três dias de conturbado relacionamento,
Perdoe-me, Senhor!