sábado, 12 de julho de 2014

Inverno


Ela se esconde atrás de piadas
Para não deixar verem seu coração dolorido
Ela se esconde atrás de um sorriso
Para não verem suas lágrimas
Ela ama muito
Tanto, tanto que sente como se fosse morrer
Mas esconde, para não verem sua fragilidade
Basta um olhar para a conquistar
Um sorriso, para o reforçar
Basta um ato de coragem para cimentar
Alguma amizade que venha florescer
Mas é imperfeita
Profundamente imperfeita
E isso machuca a quem mais ama
Mas passa, tudo passa
O inverno vai acabar
E as flores voltarão!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Menina que Amava a Poesia

Era uma vez uma menina
Que amava a poesia
E quase adorava os poetas
E como a encantava
O convite que faziam seus versos
A um mundo de sensações!
Em sua mente e em seus rabiscos
Esses poetas ainda viviam...
Em uma noite, no teatro de um parque temático
Essa menina conheceu um ator
Que cheirava a poesia
E tinha um sabor lírico em seu atuar.
E para a sua surpresa
Se tratava de um poeta
De coração nobre
E alma elástica.
Ela fez um ou dois poemas sobre ele
E para ele,
Mas, que pareciam apenas rabiscos
Diante de tamanha áurea
Que cintilavam dos versos desse estimado poeta.
Um dia ele foi brilhar em outros céus,
Fazer outros corações sorrirem com sua doçura,
Mas para ela, foi como se a poesia e a arte
Saíssem do papel
E se tornou uma lenda viva.
E ela se manteve na linha entre fã e aluna.
Entre admirar e aprender.
Apreciar e inspirar.
Será que se tratava de William Keats? Ou John Shakespeare?
Mario Bilac ou Olavo Quintana? Vinicius Pessoa ou Fernando de Moraes?
Todos eles? Ou nenhum deles?
Me atrevo a dizer mais:
A evolução de todos estes!
                                            Sua sempre aluna,
                                                      A menina.