sábado, 26 de outubro de 2013

Ah, o amor.

Amor - um tema dos românticos, uma busca incessante, a explicação de se fazer ou não fazer de coisas. O amor, diversas reações químicas que estimula inúmeras sensações,  a capacidade de raciocínio que utiliza de emoção em equilíbrio da razão. Ah, o amor, muitos vivem, muitos morrem pelo amor.  Todos tem sua versão para esse tema tão antigo, tão cantado, no entanto tão incompreendido. Ah, o amor! Eu amo amar! E amaria estar amando sempre. Amo o amor no outro, mesmo que não seja a mim, aliás há muita formas de demonstrar amor. Eu tive alguns amigos e amores que morreram, mas parece que meu amor por eles ficou mais forte, maior... acredito que seja a saudade,a ausência que não permite demonstrar o quanto deveria, gostaria... Quanto mais amamos, mais sentimos necessidade de amar. Um abraço, um gesto, um consolo, um alguém que se importe e obras, ações oferecidas, sem salários ou qualquer tipo de recompensas... Amor é gratidão, é perdão é companheirismo, é surpresas, detalhes. O amor não é uma coisa, mas um conjunto de coisas. O amor nos torna criativos, no amor cuidamos, zelamos, reatamos, resgatamos. Não precisa de motivos, o amor reconhece qualidades, virtudes e não é indiferente diante disto. No amor respeitamos. E amando somos amados, na natureza é assim, o que se faz, o que se paga. Se cuidamos, somos cuidados, uma pena que muitas vezes os que aprendem amar, amam apenas a si mesmos...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Outubro

   

   Olhos tristes que carrega. Sua alma  se esvanece com os dias. Vestida de luto, mostra por fora a densa treva que vive em seu peito. Seu cabelo vermelho simboliza seu rancor. Pobre, tão solitária se faz. Só teve um amigo, e ele a abandou há pouco. Ele cometeu uma imensa descortesia ao morrer, e ela nem se despediu. Uma lágrima se desprende de seus cílios, finjo que não noto, como muitos devem ter feito. Ela nem se quer conheceu o amor, tão pouco conhece seu significado. Sua boca pálida, parece que há muito seus lábios não são tocados, por um beijo ou por um sorriso. Ninguém parece notar sua presença, nem sequer o cachorro deitado bem próximo. Talvez seja apenas uma tarde fria e chuvosa de outubro, ou seja longos outubros chuvosos e  intermináveis que vive em sua mente. Dizem que ela é bonita, se acreditasse nisso ela se animaria. Talvez não seja isso que a atormenta. Talvez seja a horripilante distorção do interior do ser humano, que por tão pouco, matam uns aos outros dia a dia, lentamente. Me pergunto se há esperança para ela. Até aonde o homem pode chegar, na ambição, no desinteresse? Qual é o extremo da dor? Que a primavera cultivada em nós jamais se murche. No final, a dor serve para uma reflexão.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Delírio

Ó poeta aí parado
Do outro lado
Ó poeta tome iniciativa
E pergunte da minha vida
Ó poeta aí na estante
Por um instante
Olhe para o retrato
Ai guardado
Ó poeta da poesia infindável
Poeta do coração insondável
Olhe, e leia meus tormentos
Como se misturam nossos sentimentos
O meu com o seu faz uma só voz
É como se estivessem sido escrito por nós
É como se tivéssemos vivendo o mesmo sentido
É como se tivéssemos vivendo o que já havíamos vivido
Choramos os mesmos ais, sorrimos os mesmos risos
As rimas são gêmeas , como se juntas tivessem surgido
Talvez embriagada de versos
Confundo nossos universos
Talvez em delírio, em febre
Sonho com meus versos leves...
Tantos que por ti foram criados
Sonho que existes, e estás aqui ao lado
Que estás aqui parado
Que próximo à estante
Por um instante
Olha o retrato
Retrato seu, que tenho guardado...
Ó poeta...

Glamour


Batom cereja, vestido tampando joelho
Unhas de vermelho
Me condena o espelho
Sapato alto, cabelo colorido
Cara rebocada, pés e coração dolorido
Hoje não me importa mais nada
regras, etiqueta, cara lavada
O que falam, falarão de qualquer jeito
Para estes mando um  bocejo
Junto com um  beijo;
Com vestido cor escarlate
saio da cidade
rumo a felicidade
Deixo para trás vãs opiniões
Vãs contradições
Sigo o que acredito
Sem dar satisfações
Chega de fossa, de depressão
Neste dia mesmo, me levanto do chão
Seguro a mão, de quem me a ofereceu
A ti que me compreendes melhor do que eu!
Hoje tirei a vida pra dançar
Apostarei tudo para voltar a acreditar
Inicio do zero se for preciso,
Respeitando meus limites, eu sigo
E no fim, vencer eu consigo!

sábado, 5 de outubro de 2013

Água



Quando em casa
água vaza
além da alma,
água é lágrima...
No céu além de sol
faz chuva que derrama água
Água que leva minha dor
água que lava minha mágoa