domingo, 22 de setembro de 2013

Noite Serena



Me vejo pequena
Na noite serena
De luzes tão belas
Vindas de aquarelas
A noite serena
De boca pequena
De olhos tão negros
E perfumes tão frescos
Me vejo perdida
Na noite escondida
De luar perfeito
Ninguém enxerga defeito
Não importa nada
A passarinhada
Está a repousar
E o que o dia irá cobrar
Fica sem sentido
Na noite escondido
Resta a contemplar
A madrugada a passear.
Me sinto pequena
Em meio a natureza
A poesia da noite
Grita sua beleza
Que passa despercebido
Por muitos que há dormido
E que cantam sinfonia
Que louva apenas o dia
E da noite esquece
Sua beleza que enlouquece
Os anos vão passando
E eu irei narrando
A beleza existente
Dentro de toda gente
Seja  noite seja dia
Viva a harmonia
De toda poesia
Recitada com firmeza
Em alto som pela natureza!


domingo, 15 de setembro de 2013

Deixe-me



Deixe-me olhando para a estante
Por um instante
mesmo que pareça insano
Deixe-me com rimas baratas
De mentes ingratas
E sentimento humano
Deixe-me como menina levada
Sorrindo por nada
Imaginando...
Que a vida ingrata
Venha com graça
Deixar-me seu sono velando
Deixe que o tempo me traga
Respostas doces ou amargas
De coração em ódio, ou amando
Deixe a foto na estante
Mesmo um instante
Meu coração alegrando
Deixa eu sonhar poesia
Quem sabe um dia
Eu amanheça cantando
Deixe-me esquecer meus olhos nos seus
Ainda que tristemente dizendo adeus
Feliz serei, por não estar sonhando
Disse o poeta e ele tem meu credo
que há de ser eternamento belo
O que for verdadeiro, semeando...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quem Dera Ser Criança


Quisera eu voltar a ser criança...
Carregando nos olhos esperança
Ansiando pelo amanhecer
Quisera eu voltar a brincar na balança
Voltar a acreditar em mudanças
E ter energia de sobra ao correr
Voltar a fazer amizade a todos que se tornaram meus amigos
Guardá-los para sempre comigo
Mas dessa vez, não deixá-los morrer
A morte não existe na mente de um menino
Para ele, sempre estará consigo
Aqueles com quem está a conviver
Quem dera voltar aos dias da infância
Brincar sem tréguas na balança
E muito correr, correr, correr...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tricotando Palavras



Escrever poesia
É como tricotar uma meia
Faz um ponto lá - desfaz outro cá
Chega! De rimas estou cheia.

domingo, 8 de setembro de 2013

Depressão



Bate meu rosto contra o vento
lamento lamento
todo esse tormento
O dia  se vai lentamente
Mente mente
minha mente quando não te sente
Deixe ir...
Deixe-me ir
para longe para onde eu não sei
Deixe-me chorar
lamentar pelo o que não sei
Vozes amigas ouço longe
Pessoas enxergo aos monte
Mas a cobrança faz parte de seus dias
Deixe-me ficar
Deixe-me lamentar
essa dor que não existe
Aos olhos de quem não sente
a crueldade da mente
a inventar
amigo que já se foram há muito
restaram pessoas que te fizeram acreditar, que
Não há amor
não há carinho
não há compreensão
não há dialogo
não há conversa
não há paz
não há sossego
não há companheiro
não há consolo
Que não preciso de você comigo
Não preciso de seu ouvido
Que já me acostumei a caminhar sozinha
Não me liga
Não me pergunte se está tudo bem
Você não fará falta
então deixe-me ir
ou ficar
não tem mais porque continuarmos...
São mentiras inventadas pela mente
para justificar a dor que se sente
Parece que não aguentará o coração
tanta pressão
Depressão!