quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ode à Natureza



A mata verde mistura-se ao azul celestial
A sua maneira, tem o dom sensual
De acariciar lentamente a pele animal
E fazer exalar da terra fofa seu perfume natural...
Fechei os olhos lentamente para apreciar o fenomenal
Da sinfonia da orquestra sem igual
Das aves tagarelas, folhas amarelas, em danças anormal
Abrindo os olhos lentamente e ao voltar a vida tão formal
Percebi que quem nos faz mais bem é aquela a quem fazemos mais mal
A nossa própria casa Natureza, onde se encontra tanta beleza
Sendo com certeza de uma origem brilhante, genial!

domingo, 18 de agosto de 2013

Elegia a Júlio





   De repente, no dia de hoje, me remoto ao ano de 1999, o ano em que o conheci, meu querido sempre tio-irmão! Quando íamos para reunião juntos, quando você parava para ouvir meus poemas e minhas doidas ideias da vida. Eu tinha 11 anos, mas isso não fazia você me tratar como inferior, sempre me ouvia como alguém importante. Com o passar do tempo, a vida nos afastou, e que barra que você passou hein! Sempre olhava as fotos com saudades e nunca, nunca me esqueci da sua voz, nem do seu cheiro... você tinha um perfume bom. Perfume de pai.
   De repente o encontrei de novo. Eu já não tinha meus onze. E você agora está nos trinta e cinco. Agora com um filho. Agora com uma razão de viver. Infelizmente a vida não deu sossego. Tirou sua mãe. Tirou seu pai. Tirou sua esposa... Mas não tirou sua esperança na vida. Seus elogios continuaram os mesmos, e vivia lendo meus poemas! Meu querido fã, que na realidade,eu que era fã sua, meu querido tio irmão! Você sempre enxergava a menina de onze anos, que na verdade nunca cresceu, a menina que ainda vive aqui dentro. Essa menina que sempre sorria quando me chamava de linda. E que a única pessoa em que ela acreditava, era em você.
   Meu querido tio-irmão, hoje quando fui dedicar um poema a você, olha que ironia! Ao meio dia de 18 de agosto de 2013, a vida te levou de mim, não deu tempo de você ler isso, e eu tive que drasticamente acrescentar palavra de adeus. Um abraço... um último abraço nos foi negado, mas de alguma forma, gostaria que Deus deixe você saber que eu o amo, amo amo e não importa o tempo que passou, você sempre foi meu irmão mais velho. Me arrebenta o coração saber que não importa o quanto eu escrevo e o quão alto eu grito, você jamais vai poder me ouvir, me perdoe de ter esperado até hoje, me perdoe de não ter falado, me perdoe por eu ter sobrevivido e você ter morrido, me nego dizer que você foi meu tio, você não "foi", você sempre será, meu tio, meu irmão mais velho, você sempre terá 35 anos, e eu sempre vou ter a sensação que daqui a pouco você vai ficar on-line no chat e vamos conversar novamente, e eu vou fazer você lembrar dos anos de 99, e vou fazer você lembrar que aquela menininha insuportável, o adorava a sua maneira. Na verdade agora estás livres do tormento da vida. Na verdade você não dormiu, você acordou deste pesadelo. Na verdade serás feliz, e amado como sempre sonhou, como sempre mereceu!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Me Apaixonei



Me apaixonei por um poema
Um timbre suave que jamais esqueceria
Me apaixonei por um olhar
E por tudo o que ele transmitia
Me apaixonei por uma imagem
Uma fotografia
Me apaixonei por um abraço
Um elogio, uma melodia...
Me apaixonei por um poeta
Cantor, pelo seu amor, pela sua alegria
Me apaixonei por um homem
Um menino, e suas elegias
Qual ave, voou muito longe
Jamais novamente o viria
O eternizei no coração,
Na mente, e em poesias...
E seu olhar em outro olhar
Surpreendentemente eu encontraria
E me apaixonei novamente
Como jamais imaginaria,
No entanto, estou bem ciente
Que é pelo poeta que meu coração estremecia
E que acompanhará comigo sempre
O brilho de sua poesia...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Diálogo (Poeta / Poetisa)


O POETA

O que fazes senhorita poetisa
Sentada serena mas esquiva
Na margem da vida, na margem do tempo?

Acariciou-te o próprio vento
Entretanto seu pensamento
Continua a longe viajar...

Senhorita, li seu versejar
Observastes fundo
O que existe no mundo
Ensinaram-te perfeitamente a amar...

A POETISA

Poesia em forma humana
Sem piedade a esse coração comanda
Quem confiou tamanha sensibilidade
A este pobre ser em contrariedade?

Para que os outros viver
Se muito pouco, pelos mesmos, se pode fazer?
Mais cedo ou mais tarde, tomam os caminhos seus
Mais cedo ou mais tarde, chega a hora de dizermos 'adeus'.

Talvez não consiga lidar com a despedida
Talvez entendo que farão parte da minha vida
Pela eternidade
Mas em grande maldade
A vida os leva por outros caminhos
Com detalhes mesquinhos...

Meu coração vive em faísca
Por tal me torno arisca
Ao ser apresentada vou me preparando
Para a despedida

Quando há carinho, quando surge o amor
Dói-me o peito, sabendo que seja como for
Outros trilhar nós tomaremos
Afinal acredito que não exista "PARA SEMPRE NOS AMAREMOS."

O POETA

Menina, não pensas assim
Para o sincero, não há fim
Há maneiras de manter contato
Sabes que pro verdadeiro, não necessita contrato.

Menina, os golpes que a vida lhe deu
Foi para sensibilizar o coração teu
Se o mundo de sua maneira pôde enxergar
Foi devido às lágrimas que lavaram seu olhar

Nem todos sabem a diferença que há
De quem não teve que lutar
Para chegar aonde chegou,
Aqueles que de trapaça usou
Não vê a vida com essa sensibilidade
Vive de maneira mecânica, e na verdade
Não merece lugar ao qual conquistou

Fazer a diferença em uma vida,
Deixar um caminho de fácil acesso
Deixar o mundo um lugar melhor, querida
É aonde está o verdadeiro sucesso!

A POETISA

Grandes poetas me ensinaram a escrever
Mesmo, pessoalmente, não os podendo conhecer
Nem mesmo a morte, levou seu dom
Na escrita há de ficar eternizado o que é bom.

Na ciência, em suas pesquisas
Fará mais fácil muitas vidas
Que serão beneficiadas pelo resultado
Do sacrifício de muitos, que com seu doutorado
Fizeram grandes descobertas, e nem todos souberam
Mas alívio para muitos inocentes trouxeram.

Agora  vejo
O real valor
De cada versejo
De cada amor
Vivido por cada profissão
Que de uma forma ou outra faz de suas carreiras vividas
A poesia mais linda que existe na vida!

domingo, 4 de agosto de 2013

"Nas Asas Invisíveis Da Poesia"



Companhia nas horas solitárias
Poemas intensos de palavras solidárias
Eterno poeta de mente brilhante
Que fazia precioso aquele lugar na estante
Acompanhou-me suas obras qual sombra
Fazia das esperas menos longas
Ao entreter-me e perder-me
Entre versos seus
Criando os meus
Singelos e humildes poetar
Que aos seus, de alguma forma, quiseram cumprimentar 
Gostaria de revelar tamanha admiração
Por esse poeta que tocou fundo meu coração,
Poeta apaixonado que me ensinou a amar
Poeta lembrado, que me ensinou o poetar
John Keats
Em meus versos tu ainda vives
E enquanto tiver alguém que meus versos possa ler
Minhas palavras vivas, o farão viver!
"longe voarei contigo nas asas invisíveis da poesia"