quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pelo Coração Que Uma Vez Eu Tive

Consegue ver esse brilho em meu olhar?
Consegue sentir o meu arfar?
Consegue ver o jeito sem graça de eu ficar,
Quando por mim estás a passar?
Minhas mão frias, meu coração borbulhando
Aos poucos meu comportamento vai me entregando
Em noites mal posso dormir
Sabendo que em tão breve não poderei ver aonde sempre o vi
Coração aflito, já com saudade
Coração vivo, parece ser de verdade...
Quando voltei a sentir carinho, afeto e medo
Sinti que ainda vivo e percebo
Que alguém me fez interessar por sua vida
pelo o que pensa, pelo o que sente, e que na sua despedida
Me fez desejar mil planos, mil vitórias a cumprir
E me fez desejar estar por perto para poder aplaudir.

domingo, 14 de julho de 2013

Numa manhã de inverno (Crônica)

 

  Me levanto, ainda é madrugada, uma fina névoa encobre o horizonte, o frescor da manha umedece minha face. Sigo andando como sem destino, sigo a frente como que levada pelo vento. Poucas pessoas na rua, nem notam minha presença. Com a cabeça coberta e os olhos inchados de uma noite em lágrimas, mal consigo enxergar o caminho. O sol vai surgindo timidamente dentre as nuvens, a manhã continua fria. Acelero meu passo, na esperança da dor ir embora com a manhã... Ao chegar longe, sento na grama, e começo a pensar nas pessoas que eu fiz sofrer, por apenas amá-las... Mas nenhuma delas enxergaram minha dor, se concentraram demais nelas mesmas. Lembro das minhas amigas que foram arrebatadas da vida, da forma mais violenta que poderia existir, fico imaginando que especie de maldição recaíra em mim. Tento afastar, mas insiste em vir a  mente a triste lembranças das violências que me surgiram, que me roubaram a paz, segredos pesados que não consigo dividir com ninguém. Quando a vida começa a parecer ser pesada demais para mim carregar, o vejo ao longe. E o seu abraço... ah o seu abraço me passa o conforto que perdi há alguns anos. Já tive a sensação que Deus passou lotado de mais por mim, mas senti em seus braços o espaço suficiente ao qual precisava. Secastes minhas lágrimas com beijo consolador, o seu sorriso e sua voz me fazem voltar a vida, a querer sonhar, parece que não tive passado. Parece que existe um futuro lindo a minha espera, um caminho lindo a ser atravessado. Não abro minha boca para lhe dizer essas palavras, deixo que você as interprete em meus olhos. Já lestes o suficiente, já me traduziu o bastante, que eu saiba corresponder com compreensão e bom senso. Mas ao me ver partir, deixe-me sumir nas manhãs de invernos, preciso ir de encontro comigo mesmo, deixar que o frescor da manhã resfrie meu coração em chamas destrutivas. Você não sabe, mas é você que sempre me acompanhou nessas caminhadas solitárias!