quinta-feira, 14 de março de 2013

Poesia





Paixão quase esquecida, porém
Oscilante,
Escrita por um
Sofredor errante, em um
Instante de amor,
Amor cortante ...

sábado, 9 de março de 2013

O Sonho


Eu tive um sonho
O mais bonito
Onde nós, todos nós estávamos juntos
Neste sonho
A natureza e o homem
Nunca em tão perfeita harmonia
E os amigos
E os que deixaram de ser
Juntos, felizes sem lembrar das mágoas
E o mar era o mais lindo
E a brisa era fresca e suave
E a mata um verde divino
E as flores enchiam nossos olhos
com suas cores alegres e cheias de vida
Eu tive um sonho
A morte não era mais
Eramos todos vivos
e de vida era o tudo que existia
E neste sonho
Prevalecia o amor
Era como o prenúncio de algo bom
Que irei vivenciar
Eu não tinha mais depressão
Ao sentir o abraço
Da amiga que tinha deixado de ser
Pela estupidez que não pôde me perdoar;
Os animais eram respeitados
E ninguém dizia adeus
Pois era efêmera
a ausência tão breve era
o reencontro
Que lindo sonho
Que paz me trouce
Será que alguém mais sentirá
O que senti ao sonhar?
Não lamentei
Em despertar
Pois com as energias recarregadas
E o coração cheio de esperanças
Enxerguei o motivo para lutar...
Eu tive um sonho, um lindo sonho
E o melhor foi despertar
Pra podê-lo narrar...







domingo, 3 de março de 2013

03 de Março




E depois de ver ir embora tantos amados, talvez por não saber manejá-los, ou por acreditar que amigos não devam ser assim tratados, depois de tantas despedidas eu ter negado,
acreditando que voltariam, e assim haver me enganado,
talvez por acreditar que todos merecem espaços, depois de talvez ter dado liberdade de mais, de escolher se deviam ficar ou  ir,
talvez não tiveram motivos o suficiente para decidir, aqui ficar,
ou acreditaram que eu era forte o suficiente para suportar,
depois de encarar de frente a realidade
Aqui, assim neste dia, nesta imensa cidade
Decidi fazer as pazes comigo, fazer de mim um amigo
Alguém em que vale acreditar
Decidi me levar pra passear
Mais poder me ouvir
Me levar a sério, me poupar
Decidi me ensinar, e sempre novas aprender
Decidir me apresentar a todos que ficaram
A todos que em mim acreditaram
Deixei que me apresentassem a mim
Em um ângulo ao qual não me via
E percebi o quanto pude aprender comigo
Mais do que imaginara que aprenderia
Vi os que não são amigos próximos
Quão próximos realmente são
Recebi parabéns e elogios de quem não esperava
E a quem esperava mão amiga, ao olhar minhas lágrimas
Apenas julgou-as como papel de vítima a ser interpretado,
Mas aprendi a reconhecer os que nos olham nos olhos
sentem nossas dores
reconhece nossos amores
E sabem amar
A esses mesmo que indo
ficam em nosso coração e em nosso olhar
e neles pegamos carona
e neles iremos ficar
E de nós iremos gostar
Por neles podermos nos enxergar
E descobri o quanto eu havia me enganado
Por haver me abandonado
Me esquecido em algum lugar...