domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Despedida


Os dias estão correndo
E vem chegando a hora de nos despedir
seja pelo vencimento de alguma enfermidade
Ou mesmo pelas travessuras da vida
Que o fará tomar outro caminho,
Mas para poupar meu coração
Não quero dizer adeus
Quero ter a piedosa sensação que irei encontrá-lo daqui a pouco mais
Só quero um último abraço
O seu, o suave, aquele demorado
Sentir seu doce afar
Sonhei com seu beijo
Não aquele ardente que perde o sabor
Mas o doce, gentil, o puro sem malícia
Aquele que faz os corações baterem no mesmo ritmo...
Quero olhar seus olhos pela  última vez
Aquecer meu coração com o sol
que nele há
Tocar suas mão suavemente
Como da última vez que por ti, elas foram tocadas
E que ao me abraçar, estejas abraçada nossas almas
E que ao sorrir, estejas abençoando nossos caminhos
distintos
Sei que logo chegará o dia, que se
Pela misericórdia dos céus,
Irei estar lembrando do que me ensinaste
E mesmo que não achá-lo mais, quando o procurardes
Que eu possa ter a clemente esperança
Que quando ouviu meu nome, sorriu secretamente
E quando lembrou de mim
Suspirou, abençoando-me
E quando leu meu nome, orgulhastes
E que eu tenha te feito sentir amado
Não desejado em paixão
Nem cobiçado como troféu
Mais que amigo, mais que irmão
Amado com o amor mais nobre que há
O amor, inocente, consciente
Que reconhece suas qualidade, que enxerga
a sua alma, a sua calma
E que isso o fez a me apegar, e sentir esse terno afeto...
E que eu sonhe para sempre com seu beijo* de despedida
E que não envelheça jamais este sonho
Porque não envelhece aquilo que nunca aconteceu*...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dois Poetas



Se olharam
E por um instante
Esqueceram seus olhos um no outro
E juntos sorriram
E por um instante pararam
Seus corações bateram como que juntos
Seus pensamentos cruzaram
E a admiração cresceu justamente aonde
As palavras não chegaram;
Suspiraram
Como se estivessem amando
Suas mãos suando
Um no outro alcançaram
Se abraçaram
Como se fosse longo seu co-existir
Indagaram,
A si mesmo o que sentiam
Imaginaram
Que em outro existir já se amaram
Riram de si mesmos
Sem se quer desconfiarem
Que pensavam o mesmo;
Confundiam
Seus silencio com pensamentos
Que tanto significavam
Ouviam
Vozes dos por perto sem
Entenderem o que falavam;
Se perguntaram
Por que tantos anos um do outro isento?
Sem palavras;
Alguns acreditam que são loucos
Outros acham que são irmãos
Ou mesmo que a alma dos dois se completa
Todos gravemente se enganam
Não é amor romântico
Nem parentesco de outra era
Os dois corações bateram juntos
Pois é assim o coração de poeta!