quarta-feira, 27 de novembro de 2013

África

Neste olhos que há esperanças
Neste coração aonde reina o amor
Barriga vazia não significa mente vazia
Não esqueceram como faz
para o  próximo amar
Isto é África
Estes são os filhos da África
E a todos estrangeiros
São muito bem vindos
E humildemente o enxergam
com olhos de bondade
Isto é áfrica
Estes são os filhos da África
A alegria em suas roupas e cultura
A sede não secou o brilho de seus olhos
O sorriso maior dos aqueles que tem a barriga cheia
Suas danças, suas cores, seus amores
Isto é África
Estes são os filhos da África
Minha dor comparada a labuta destes
Não é nada
E isso não os desanimam e nem sua miséria
Os fizeram desistir das pessoas
E nem de amar e confiar mais uma vez.
Nossos pratos estão cheios
Temos águas à desperdiçar
E desistimos tão facilmente dos outros
E nos entregamos tão facilmente a nossa dor.
Isto não é África
Estes não são os filhos da áfrica.
Ao ver esses olhinhos, tomei por decisão
Não vou desistir de acreditar
Nem de confiar
Volto a amar e meus sentimentos expressar
Se me decepcionar
Ou respostas não encontrar
Irei levantar
Isto é África
Assim como fazem os filhos da África


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Epitáfio

    Não posso ver as flores aos meus pés. Não posso ver os olhos embebecido em lágrimas me olhando. Não posso ouvir a canção fúnebre, e nem sentir suas mãos na minha. Não posso sentir o perfume floral e nem ao menos posso abraçá-los em conforto. Não consigo levantar meus olhos para ver quem aqui veio, ou se ao menos alguém veio. Não posso consolar minha mãe. Nem posso pedir desculpas ao amigo, dizer que foi tudo um engano, que na verdade não existia aquilo que o fez partir. A noite está avançada e é simplesmente tarde para mim ouvir um "Eu me importo". Não importa o quão alto gritem não posso ouvir. Tanto que havia sonhado com um aperto de mão, uma palavra carinhosa. Tanto que sonhei em receber flores e um simples olhar afetuoso. Tão orgulhosa que fui, não deixei ninguém ver meus olhos quando choravam. Tanto abraço que me foi negado. Tanto ódio a mim concentrado, que ainda não entendo qual foi meu erro. Os anos passarão e isso será como o despertar de um pesadelo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Confissão às Estrelas



Qual de vocês é Maria?
Qual de vocês é Julio ?
Qual de vocês que foi em Março
E qual que foi em Outubro?
Não adianta eu pular
Nem adianta insistir
Eu não sei voar
Eu só sei cair

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dia Cinza

 

Esses dias cinzas, que nos põe a reflexão
Que sensibiliza profundamente o coração
Nos remete a lembranças passadas
Outrora ignoradas
Mas neste momento não
Dias frios e nublado
Semelhante ao qual vem encontrado
Existente neste pobre coração...
Hoje seu número seria 36
Só que dessa vez
ninguém contará não
Ah, me lembro de minha amiga amada
Que me deixara abandonada
Nesta ingrata solidão
Amores tive, não soube o que fazer
Deus sabe, o que não faria para ter
Meus amigos, meus irmãos
Amor há de ser mais eterno
Puro, límpido, singelo
A amizade e não a paixão
Muitos priorizam mais esta do que aquela
Sendo que mais bela
É a amizade no coração.
Os casados, acima de tudo são amigos
Quando se comportam como inimigos
Acabou-se a união
Romance não existe sem amizade
para que sentimento possa ser de verdade
A amizade nunca será um sentimento em vão
Não há coisa mais bela que se apaixonar por seu melhor amigo
Aí sim, o romance será indefinido,
E enfeitará o jardim da paixão!
Esses dias cinzas que nos põe a reflexão
Paramos de olhar para fora
Em nós mesmos prestamos mais atenção!

sábado, 26 de outubro de 2013

Ah, o amor.

Amor - um tema dos românticos, uma busca incessante, a explicação de se fazer ou não fazer de coisas. O amor, diversas reações químicas que estimula inúmeras sensações,  a capacidade de raciocínio que utiliza de emoção em equilíbrio da razão. Ah, o amor, muitos vivem, muitos morrem pelo amor.  Todos tem sua versão para esse tema tão antigo, tão cantado, no entanto tão incompreendido. Ah, o amor! Eu amo amar! E amaria estar amando sempre. Amo o amor no outro, mesmo que não seja a mim, aliás há muita formas de demonstrar amor. Eu tive alguns amigos e amores que morreram, mas parece que meu amor por eles ficou mais forte, maior... acredito que seja a saudade,a ausência que não permite demonstrar o quanto deveria, gostaria... Quanto mais amamos, mais sentimos necessidade de amar. Um abraço, um gesto, um consolo, um alguém que se importe e obras, ações oferecidas, sem salários ou qualquer tipo de recompensas... Amor é gratidão, é perdão é companheirismo, é surpresas, detalhes. O amor não é uma coisa, mas um conjunto de coisas. O amor nos torna criativos, no amor cuidamos, zelamos, reatamos, resgatamos. Não precisa de motivos, o amor reconhece qualidades, virtudes e não é indiferente diante disto. No amor respeitamos. E amando somos amados, na natureza é assim, o que se faz, o que se paga. Se cuidamos, somos cuidados, uma pena que muitas vezes os que aprendem amar, amam apenas a si mesmos...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Outubro

   

   Olhos tristes que carrega. Sua alma  se esvanece com os dias. Vestida de luto, mostra por fora a densa treva que vive em seu peito. Seu cabelo vermelho simboliza seu rancor. Pobre, tão solitária se faz. Só teve um amigo, e ele a abandou há pouco. Ele cometeu uma imensa descortesia ao morrer, e ela nem se despediu. Uma lágrima se desprende de seus cílios, finjo que não noto, como muitos devem ter feito. Ela nem se quer conheceu o amor, tão pouco conhece seu significado. Sua boca pálida, parece que há muito seus lábios não são tocados, por um beijo ou por um sorriso. Ninguém parece notar sua presença, nem sequer o cachorro deitado bem próximo. Talvez seja apenas uma tarde fria e chuvosa de outubro, ou seja longos outubros chuvosos e  intermináveis que vive em sua mente. Dizem que ela é bonita, se acreditasse nisso ela se animaria. Talvez não seja isso que a atormenta. Talvez seja a horripilante distorção do interior do ser humano, que por tão pouco, matam uns aos outros dia a dia, lentamente. Me pergunto se há esperança para ela. Até aonde o homem pode chegar, na ambição, no desinteresse? Qual é o extremo da dor? Que a primavera cultivada em nós jamais se murche. No final, a dor serve para uma reflexão.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Delírio

Ó poeta aí parado
Do outro lado
Ó poeta tome iniciativa
E pergunte da minha vida
Ó poeta aí na estante
Por um instante
Olhe para o retrato
Ai guardado
Ó poeta da poesia infindável
Poeta do coração insondável
Olhe, e leia meus tormentos
Como se misturam nossos sentimentos
O meu com o seu faz uma só voz
É como se estivessem sido escrito por nós
É como se tivéssemos vivendo o mesmo sentido
É como se tivéssemos vivendo o que já havíamos vivido
Choramos os mesmos ais, sorrimos os mesmos risos
As rimas são gêmeas , como se juntas tivessem surgido
Talvez embriagada de versos
Confundo nossos universos
Talvez em delírio, em febre
Sonho com meus versos leves...
Tantos que por ti foram criados
Sonho que existes, e estás aqui ao lado
Que estás aqui parado
Que próximo à estante
Por um instante
Olha o retrato
Retrato seu, que tenho guardado...
Ó poeta...

Glamour


Batom cereja, vestido tampando joelho
Unhas de vermelho
Me condena o espelho
Sapato alto, cabelo colorido
Cara rebocada, pés e coração dolorido
Hoje não me importa mais nada
regras, etiqueta, cara lavada
O que falam, falarão de qualquer jeito
Para estes mando um  bocejo
Junto com um  beijo;
Com vestido cor escarlate
saio da cidade
rumo a felicidade
Deixo para trás vãs opiniões
Vãs contradições
Sigo o que acredito
Sem dar satisfações
Chega de fossa, de depressão
Neste dia mesmo, me levanto do chão
Seguro a mão, de quem me a ofereceu
A ti que me compreendes melhor do que eu!
Hoje tirei a vida pra dançar
Apostarei tudo para voltar a acreditar
Inicio do zero se for preciso,
Respeitando meus limites, eu sigo
E no fim, vencer eu consigo!

sábado, 5 de outubro de 2013

Água



Quando em casa
água vaza
além da alma,
água é lágrima...
No céu além de sol
faz chuva que derrama água
Água que leva minha dor
água que lava minha mágoa

domingo, 22 de setembro de 2013

Noite Serena



Me vejo pequena
Na noite serena
De luzes tão belas
Vindas de aquarelas
A noite serena
De boca pequena
De olhos tão negros
E perfumes tão frescos
Me vejo perdida
Na noite escondida
De luar perfeito
Ninguém enxerga defeito
Não importa nada
A passarinhada
Está a repousar
E o que o dia irá cobrar
Fica sem sentido
Na noite escondido
Resta a contemplar
A madrugada a passear.
Me sinto pequena
Em meio a natureza
A poesia da noite
Grita sua beleza
Que passa despercebido
Por muitos que há dormido
E que cantam sinfonia
Que louva apenas o dia
E da noite esquece
Sua beleza que enlouquece
Os anos vão passando
E eu irei narrando
A beleza existente
Dentro de toda gente
Seja  noite seja dia
Viva a harmonia
De toda poesia
Recitada com firmeza
Em alto som pela natureza!


domingo, 15 de setembro de 2013

Deixe-me



Deixe-me olhando para a estante
Por um instante
mesmo que pareça insano
Deixe-me com rimas baratas
De mentes ingratas
E sentimento humano
Deixe-me como menina levada
Sorrindo por nada
Imaginando...
Que a vida ingrata
Venha com graça
Deixar-me seu sono velando
Deixe que o tempo me traga
Respostas doces ou amargas
De coração em ódio, ou amando
Deixe a foto na estante
Mesmo um instante
Meu coração alegrando
Deixa eu sonhar poesia
Quem sabe um dia
Eu amanheça cantando
Deixe-me esquecer meus olhos nos seus
Ainda que tristemente dizendo adeus
Feliz serei, por não estar sonhando
Disse o poeta e ele tem meu credo
que há de ser eternamento belo
O que for verdadeiro, semeando...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Quem Dera Ser Criança


Quisera eu voltar a ser criança...
Carregando nos olhos esperança
Ansiando pelo amanhecer
Quisera eu voltar a brincar na balança
Voltar a acreditar em mudanças
E ter energia de sobra ao correr
Voltar a fazer amizade a todos que se tornaram meus amigos
Guardá-los para sempre comigo
Mas dessa vez, não deixá-los morrer
A morte não existe na mente de um menino
Para ele, sempre estará consigo
Aqueles com quem está a conviver
Quem dera voltar aos dias da infância
Brincar sem tréguas na balança
E muito correr, correr, correr...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tricotando Palavras



Escrever poesia
É como tricotar uma meia
Faz um ponto lá - desfaz outro cá
Chega! De rimas estou cheia.

domingo, 8 de setembro de 2013

Depressão



Bate meu rosto contra o vento
lamento lamento
todo esse tormento
O dia  se vai lentamente
Mente mente
minha mente quando não te sente
Deixe ir...
Deixe-me ir
para longe para onde eu não sei
Deixe-me chorar
lamentar pelo o que não sei
Vozes amigas ouço longe
Pessoas enxergo aos monte
Mas a cobrança faz parte de seus dias
Deixe-me ficar
Deixe-me lamentar
essa dor que não existe
Aos olhos de quem não sente
a crueldade da mente
a inventar
amigo que já se foram há muito
restaram pessoas que te fizeram acreditar, que
Não há amor
não há carinho
não há compreensão
não há dialogo
não há conversa
não há paz
não há sossego
não há companheiro
não há consolo
Que não preciso de você comigo
Não preciso de seu ouvido
Que já me acostumei a caminhar sozinha
Não me liga
Não me pergunte se está tudo bem
Você não fará falta
então deixe-me ir
ou ficar
não tem mais porque continuarmos...
São mentiras inventadas pela mente
para justificar a dor que se sente
Parece que não aguentará o coração
tanta pressão
Depressão!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ode à Natureza



A mata verde mistura-se ao azul celestial
A sua maneira, tem o dom sensual
De acariciar lentamente a pele animal
E fazer exalar da terra fofa seu perfume natural...
Fechei os olhos lentamente para apreciar o fenomenal
Da sinfonia da orquestra sem igual
Das aves tagarelas, folhas amarelas, em danças anormal
Abrindo os olhos lentamente e ao voltar a vida tão formal
Percebi que quem nos faz mais bem é aquela a quem fazemos mais mal
A nossa própria casa Natureza, onde se encontra tanta beleza
Sendo com certeza de uma origem brilhante, genial!

domingo, 18 de agosto de 2013

Elegia a Júlio





   De repente, no dia de hoje, me remoto ao ano de 1999, o ano em que o conheci, meu querido sempre tio-irmão! Quando íamos para reunião juntos, quando você parava para ouvir meus poemas e minhas doidas ideias da vida. Eu tinha 11 anos, mas isso não fazia você me tratar como inferior, sempre me ouvia como alguém importante. Com o passar do tempo, a vida nos afastou, e que barra que você passou hein! Sempre olhava as fotos com saudades e nunca, nunca me esqueci da sua voz, nem do seu cheiro... você tinha um perfume bom. Perfume de pai.
   De repente o encontrei de novo. Eu já não tinha meus onze. E você agora está nos trinta e cinco. Agora com um filho. Agora com uma razão de viver. Infelizmente a vida não deu sossego. Tirou sua mãe. Tirou seu pai. Tirou sua esposa... Mas não tirou sua esperança na vida. Seus elogios continuaram os mesmos, e vivia lendo meus poemas! Meu querido fã, que na realidade,eu que era fã sua, meu querido tio irmão! Você sempre enxergava a menina de onze anos, que na verdade nunca cresceu, a menina que ainda vive aqui dentro. Essa menina que sempre sorria quando me chamava de linda. E que a única pessoa em que ela acreditava, era em você.
   Meu querido tio-irmão, hoje quando fui dedicar um poema a você, olha que ironia! Ao meio dia de 18 de agosto de 2013, a vida te levou de mim, não deu tempo de você ler isso, e eu tive que drasticamente acrescentar palavra de adeus. Um abraço... um último abraço nos foi negado, mas de alguma forma, gostaria que Deus deixe você saber que eu o amo, amo amo e não importa o tempo que passou, você sempre foi meu irmão mais velho. Me arrebenta o coração saber que não importa o quanto eu escrevo e o quão alto eu grito, você jamais vai poder me ouvir, me perdoe de ter esperado até hoje, me perdoe de não ter falado, me perdoe por eu ter sobrevivido e você ter morrido, me nego dizer que você foi meu tio, você não "foi", você sempre será, meu tio, meu irmão mais velho, você sempre terá 35 anos, e eu sempre vou ter a sensação que daqui a pouco você vai ficar on-line no chat e vamos conversar novamente, e eu vou fazer você lembrar dos anos de 99, e vou fazer você lembrar que aquela menininha insuportável, o adorava a sua maneira. Na verdade agora estás livres do tormento da vida. Na verdade você não dormiu, você acordou deste pesadelo. Na verdade serás feliz, e amado como sempre sonhou, como sempre mereceu!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Me Apaixonei



Me apaixonei por um poema
Um timbre suave que jamais esqueceria
Me apaixonei por um olhar
E por tudo o que ele transmitia
Me apaixonei por uma imagem
Uma fotografia
Me apaixonei por um abraço
Um elogio, uma melodia...
Me apaixonei por um poeta
Cantor, pelo seu amor, pela sua alegria
Me apaixonei por um homem
Um menino, e suas elegias
Qual ave, voou muito longe
Jamais novamente o viria
O eternizei no coração,
Na mente, e em poesias...
E seu olhar em outro olhar
Surpreendentemente eu encontraria
E me apaixonei novamente
Como jamais imaginaria,
No entanto, estou bem ciente
Que é pelo poeta que meu coração estremecia
E que acompanhará comigo sempre
O brilho de sua poesia...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Diálogo (Poeta / Poetisa)


O POETA

O que fazes senhorita poetisa
Sentada serena mas esquiva
Na margem da vida, na margem do tempo?

Acariciou-te o próprio vento
Entretanto seu pensamento
Continua a longe viajar...

Senhorita, li seu versejar
Observastes fundo
O que existe no mundo
Ensinaram-te perfeitamente a amar...

A POETISA

Poesia em forma humana
Sem piedade a esse coração comanda
Quem confiou tamanha sensibilidade
A este pobre ser em contrariedade?

Para que os outros viver
Se muito pouco, pelos mesmos, se pode fazer?
Mais cedo ou mais tarde, tomam os caminhos seus
Mais cedo ou mais tarde, chega a hora de dizermos 'adeus'.

Talvez não consiga lidar com a despedida
Talvez entendo que farão parte da minha vida
Pela eternidade
Mas em grande maldade
A vida os leva por outros caminhos
Com detalhes mesquinhos...

Meu coração vive em faísca
Por tal me torno arisca
Ao ser apresentada vou me preparando
Para a despedida

Quando há carinho, quando surge o amor
Dói-me o peito, sabendo que seja como for
Outros trilhar nós tomaremos
Afinal acredito que não exista "PARA SEMPRE NOS AMAREMOS."

O POETA

Menina, não pensas assim
Para o sincero, não há fim
Há maneiras de manter contato
Sabes que pro verdadeiro, não necessita contrato.

Menina, os golpes que a vida lhe deu
Foi para sensibilizar o coração teu
Se o mundo de sua maneira pôde enxergar
Foi devido às lágrimas que lavaram seu olhar

Nem todos sabem a diferença que há
De quem não teve que lutar
Para chegar aonde chegou,
Aqueles que de trapaça usou
Não vê a vida com essa sensibilidade
Vive de maneira mecânica, e na verdade
Não merece lugar ao qual conquistou

Fazer a diferença em uma vida,
Deixar um caminho de fácil acesso
Deixar o mundo um lugar melhor, querida
É aonde está o verdadeiro sucesso!

A POETISA

Grandes poetas me ensinaram a escrever
Mesmo, pessoalmente, não os podendo conhecer
Nem mesmo a morte, levou seu dom
Na escrita há de ficar eternizado o que é bom.

Na ciência, em suas pesquisas
Fará mais fácil muitas vidas
Que serão beneficiadas pelo resultado
Do sacrifício de muitos, que com seu doutorado
Fizeram grandes descobertas, e nem todos souberam
Mas alívio para muitos inocentes trouxeram.

Agora  vejo
O real valor
De cada versejo
De cada amor
Vivido por cada profissão
Que de uma forma ou outra faz de suas carreiras vividas
A poesia mais linda que existe na vida!

domingo, 4 de agosto de 2013

"Nas Asas Invisíveis Da Poesia"



Companhia nas horas solitárias
Poemas intensos de palavras solidárias
Eterno poeta de mente brilhante
Que fazia precioso aquele lugar na estante
Acompanhou-me suas obras qual sombra
Fazia das esperas menos longas
Ao entreter-me e perder-me
Entre versos seus
Criando os meus
Singelos e humildes poetar
Que aos seus, de alguma forma, quiseram cumprimentar 
Gostaria de revelar tamanha admiração
Por esse poeta que tocou fundo meu coração,
Poeta apaixonado que me ensinou a amar
Poeta lembrado, que me ensinou o poetar
John Keats
Em meus versos tu ainda vives
E enquanto tiver alguém que meus versos possa ler
Minhas palavras vivas, o farão viver!
"longe voarei contigo nas asas invisíveis da poesia"


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pelo Coração Que Uma Vez Eu Tive

Consegue ver esse brilho em meu olhar?
Consegue sentir o meu arfar?
Consegue ver o jeito sem graça de eu ficar,
Quando por mim estás a passar?
Minhas mão frias, meu coração borbulhando
Aos poucos meu comportamento vai me entregando
Em noites mal posso dormir
Sabendo que em tão breve não poderei ver aonde sempre o vi
Coração aflito, já com saudade
Coração vivo, parece ser de verdade...
Quando voltei a sentir carinho, afeto e medo
Sinti que ainda vivo e percebo
Que alguém me fez interessar por sua vida
pelo o que pensa, pelo o que sente, e que na sua despedida
Me fez desejar mil planos, mil vitórias a cumprir
E me fez desejar estar por perto para poder aplaudir.

domingo, 14 de julho de 2013

Numa manhã de inverno (Crônica)

 

  Me levanto, ainda é madrugada, uma fina névoa encobre o horizonte, o frescor da manha umedece minha face. Sigo andando como sem destino, sigo a frente como que levada pelo vento. Poucas pessoas na rua, nem notam minha presença. Com a cabeça coberta e os olhos inchados de uma noite em lágrimas, mal consigo enxergar o caminho. O sol vai surgindo timidamente dentre as nuvens, a manhã continua fria. Acelero meu passo, na esperança da dor ir embora com a manhã... Ao chegar longe, sento na grama, e começo a pensar nas pessoas que eu fiz sofrer, por apenas amá-las... Mas nenhuma delas enxergaram minha dor, se concentraram demais nelas mesmas. Lembro das minhas amigas que foram arrebatadas da vida, da forma mais violenta que poderia existir, fico imaginando que especie de maldição recaíra em mim. Tento afastar, mas insiste em vir a  mente a triste lembranças das violências que me surgiram, que me roubaram a paz, segredos pesados que não consigo dividir com ninguém. Quando a vida começa a parecer ser pesada demais para mim carregar, o vejo ao longe. E o seu abraço... ah o seu abraço me passa o conforto que perdi há alguns anos. Já tive a sensação que Deus passou lotado de mais por mim, mas senti em seus braços o espaço suficiente ao qual precisava. Secastes minhas lágrimas com beijo consolador, o seu sorriso e sua voz me fazem voltar a vida, a querer sonhar, parece que não tive passado. Parece que existe um futuro lindo a minha espera, um caminho lindo a ser atravessado. Não abro minha boca para lhe dizer essas palavras, deixo que você as interprete em meus olhos. Já lestes o suficiente, já me traduziu o bastante, que eu saiba corresponder com compreensão e bom senso. Mas ao me ver partir, deixe-me sumir nas manhãs de invernos, preciso ir de encontro comigo mesmo, deixar que o frescor da manhã resfrie meu coração em chamas destrutivas. Você não sabe, mas é você que sempre me acompanhou nessas caminhadas solitárias!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Na Mesma Direção


Olhei para trás e vi
As ruínas da minha vida ali
Tudo feito pó e cinzas
Nada para restaurar
Eu olhei para frente e vi
Densas trevas e névoas profundas
incertezas absurdas
Nada que pudesse planejar...
Eu olhei pro lado e vi
Você parado ali
Não o conhecia de antes
Mas tinha olhos que tem os amantes
Então olhei para trás e vi
Que você olhou curioso para mim
Dizendo que não é no passado
Nem no futuro o que há para ser organizado
Me disse que no hoje está a luta
A conquista será resultado da labuta
E que a partir deste dia estará comigo
Olhando na mesma direção como amante, como amigo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Se Me Amas...



Se me amas
Não me digas,
Não me beijes
Não profira promessas
Se me amas,
poderei ler em seu olhar
melhor forma não haveria
em expressar
Não precisa me tocar
Para me fazer estremecer
Não precisa de muito para me conquistar
Apenas me ame com olhar
Com sorrisos
cumplicidade
Longas conversas
E gargalhadas por coisas bobas
Se me amas,
Façamos planos, mesmo que não cumpramos
Sonhemos alto, juntos
Mas sonhos que possam ser alcançados
Mesmo um estando longe do outro...
Se me amas, me deixe ir
Se me amas, vá
Não seria amoroso cortar as asas
impedir o crescimento.
Se me amas, me abrace silenciosamente
Mas nunca me diga
Que eu saberei
E a resposta tu também saberás
Se nos amamos, somente nós saberemos
E depois, do necessário termos aprendido
Quem sabe se juntos, não caminharemos ?
Se me amas, mesmo distantes nossos lábios,
Nossas mãos,
Nossas almas estarão unidas
E como será em secreto, ninguém poderá
desfazer esse nó que há em nós dois
Mas apenas se tu me amas...

domingo, 16 de junho de 2013

EMPATIA


Feche os olhos um pouco
E pense na dor alheia
Correndo nas veias
Do seu semelhante
Pare e pense,um instante
Naquele que está internado
Talvez por médicos desenganado
Mas que há tanta vida em sua mente
O que custa fazer o que é bom para com outro
Sem pensar em salário
Sem pensar em fama, reconhecimento
Que um dia acaba no esquecimento
Sendo o fútil dinheiro
Tão passageiro
Pare e abrace a quem ama
Já pensou que poderia ser a última vez
que você o veria?
Diga a quem ama, o quanto o ama
Não tema, se seu amigo
Pensará que é flerte, ou paixão
Sendo contigo
O verdadeiro sentimento do coração
A falta de amor, pode até matar
Mas sua mais sincera doação,
Um belo milagre o fará!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Coração Doente



Subitamente surgis-te em mim
Como a esperança nos desesperados
Como a fé nos fracassados
A graça, aos desgraçados
Revigoras-te a minha alma
Como a chuva revigora a terra sedenta
Seu olhar acalenta
Cada frieza violenta
Existente em meu coração
Não me aproximo para tudo não estragar
Seu coração magoar
Seu carinho disseminar
No entanto, certamente irias se alegrar
Ao descobrir
O que está a existir
Sim o que estou a sentir,
O que você significa para mim...
Doi-me imaginar
Outra mão, a sua abraçar
Outros lábios, os seus beijar
Outro olhos, os seus em chamas, encarar...
A sua voz chamando a outro alguém
Seu coração a outra, reconhecendo seu bem
Nesses dias de vai e vem
Me tortura te olhar calada
Saber que pro seu coração não sou nada
Me pego sonhando acordada
Sendo por ti amada
Me doi, quando me sinto cuidada
Sim por ti questionada
De coisas pro meu bem...
Velo-te o dia inteiro
Faço em segredo
Desejando-te a paz, o sossego
De um coração em paz
Imagino não ser capaz
De chegar a ti, Rapaz
e declarar-te o que tu faz
Em todo meu ser
Secretamente, tenho desejado
Que fosse real, o que haviam me falado
Que havia chance de estar interessado
Nesta pobre poeta de coração dilacerado
Se assim não pode ser
Peço-te que deixe em mim me esconder
Desabafar em meu escrever
deixe-me na vida solitária percorrer
Sem você...






sexta-feira, 7 de junho de 2013

Declaração



Eu tenho um poeta
Em meu coração
Que me sussurra versos
Cantiga, canção...
Eu tenho poemas
correndo pelas veias
Sementes de rimas
Prontas para a semeia
Eu tenho sonhos
Bem diferente
De todos sonhos
Da minha gente
Eu tenho festa
Na imaginação
Onde nasce as sementes
Da poesia, da cantiga, da canção...
Eu tenho amor
Por quem eu conheço
Os que não conheci direito
Não os desmereço
Eu tenho vontade
Um pouco de energia
Trago comigo verdades
Com um toque de poesia...
Eu tenho tristeza
tão humanamente comum
Costuro-a, bordando-a
Transformando um a um
o choro em verso
A tristeza em poesia
Fazendo de meu triste universo
A coisa mais linda que há na vida...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pés Descalços



Olhe de novo
pense com gosto
guarde o rosto
de quem nunca viu
de quem não sentiu
o beijo no rosto
não lembra do gosto
do pão a mesa posto
que vive no frio
de pés descalços
que anda no asfalto
que sente o gelado
de corações sombrios
Olhe pra essa gente
que não é como a gente
que com sorte frequente
chega em casa com sua gente
que toma um banho quente
Se sentindo contente.
Olhe de novo!
Guarde seu rosto
Não se faça de bobo
Talvez esse moço
Não sabe de amor
Não lembra do calor
Seja como for
Não o julgue indigente
Trate-o como gente
Não interessa se mente
ou o que vive em sua mente
Ou o que lhe satisfaz
Se sentires em paz
Da-lhe um café
Dê-lhe um pouco de fé
Cubra os seus pés
O mantêm aquecido
Não o deixe esquecido
No fundo da memória
Não lhe convém a vitória
A desgraça ou a glória
Somente o afeto
aquele bem de perto
Mesmo de um desconhecido
Dos outros esquecidos
Na vida sem sentido...
Ao lhes estender a mão
Não espere a gratidão
Como disse um cidadão
"A recompensa está na alegria
que tereis no coração
Protegei os desgraçados
Orfãos de toda afeição
Sereis abençoados
por um pedaço de pão"
Ou por um pouco de atenção!





sábado, 27 de abril de 2013

Chorando Pra Lua


De olhos triste
E sem esperança
Eu penso aonde deixei meu coração
Este vento frio
Que assombra meus pensamentos
Me atormenta 
Aonde está o medo
E a coragem
Não há nenhum dos dois
Entorpecida
Sigo em frente sem olhar
Para trás
para tentar encontrar meu coração
Que ficou em algum lugar
E me pergunto que gosto deve ter
Em ser amada de verdade
Aonde o egoísmo realmente não vive ?
Olho para mim e pareço vazia e triste
Aonde foi que me esqueci?
Será que alguém me encontrou
Será que alguém realmente me amou?
Será que existem sentimentos sem interesses?
A melancolia que me atinge
É tão amarga
É tão cruel
É tão severa
Toda vez que olho
Em seus olhos pareço amar
Toda vez que ouço sua canção
Meu coração
Bate no mesmo ritmo que o seu
Não sei se ao menos se lembra
Que existe um alguém que se conforta
Em ti
E o sonho
Tornou-se apenas um disfarce
Para um sorrir
O que se está a buscar
Além de coisas para se distrair?
E toda vez que eu lembro
De  amigos eu tremo
Porque se foram
E demoram a retornar?
Porque vivo a me apegar?
e tudo é tão vazio como vento
Esse frio vento que está a me
Acariciar...

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pobre Menino





Pobre menino
Dos pés descalços
Da barriga vazia
Que no asfalto
inventava seu mundinho de fantasia...
Pobre menino
Apaixonado
Tão carente
Tão largado
Pobre do amiguinho
tão companheiro
Tão faminto
Tão arteiro
Tão bonito
Cresceu
Trabalhou
Guardou dinheiro
Amadureceu
Pobre menino
Que em ti vivia
Tão solitário
tão contrário
De seus irmãos
de mente vazia...
pobre menino
que de bondoso
com todos carinhoso
cometeu, a unica das descortesias
A de morrer,
deixando lição
deixando saudade
deixando amor
deixando vontade
deixando planos
deixando caridade
deixando lição de vida
deixando lição de verdade!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Poesia





Paixão quase esquecida, porém
Oscilante,
Escrita por um
Sofredor errante, em um
Instante de amor,
Amor cortante ...

sábado, 9 de março de 2013

O Sonho


Eu tive um sonho
O mais bonito
Onde nós, todos nós estávamos juntos
Neste sonho
A natureza e o homem
Nunca em tão perfeita harmonia
E os amigos
E os que deixaram de ser
Juntos, felizes sem lembrar das mágoas
E o mar era o mais lindo
E a brisa era fresca e suave
E a mata um verde divino
E as flores enchiam nossos olhos
com suas cores alegres e cheias de vida
Eu tive um sonho
A morte não era mais
Eramos todos vivos
e de vida era o tudo que existia
E neste sonho
Prevalecia o amor
Era como o prenúncio de algo bom
Que irei vivenciar
Eu não tinha mais depressão
Ao sentir o abraço
Da amiga que tinha deixado de ser
Pela estupidez que não pôde me perdoar;
Os animais eram respeitados
E ninguém dizia adeus
Pois era efêmera
a ausência tão breve era
o reencontro
Que lindo sonho
Que paz me trouce
Será que alguém mais sentirá
O que senti ao sonhar?
Não lamentei
Em despertar
Pois com as energias recarregadas
E o coração cheio de esperanças
Enxerguei o motivo para lutar...
Eu tive um sonho, um lindo sonho
E o melhor foi despertar
Pra podê-lo narrar...







domingo, 3 de março de 2013

03 de Março




E depois de ver ir embora tantos amados, talvez por não saber manejá-los, ou por acreditar que amigos não devam ser assim tratados, depois de tantas despedidas eu ter negado,
acreditando que voltariam, e assim haver me enganado,
talvez por acreditar que todos merecem espaços, depois de talvez ter dado liberdade de mais, de escolher se deviam ficar ou  ir,
talvez não tiveram motivos o suficiente para decidir, aqui ficar,
ou acreditaram que eu era forte o suficiente para suportar,
depois de encarar de frente a realidade
Aqui, assim neste dia, nesta imensa cidade
Decidi fazer as pazes comigo, fazer de mim um amigo
Alguém em que vale acreditar
Decidi me levar pra passear
Mais poder me ouvir
Me levar a sério, me poupar
Decidi me ensinar, e sempre novas aprender
Decidir me apresentar a todos que ficaram
A todos que em mim acreditaram
Deixei que me apresentassem a mim
Em um ângulo ao qual não me via
E percebi o quanto pude aprender comigo
Mais do que imaginara que aprenderia
Vi os que não são amigos próximos
Quão próximos realmente são
Recebi parabéns e elogios de quem não esperava
E a quem esperava mão amiga, ao olhar minhas lágrimas
Apenas julgou-as como papel de vítima a ser interpretado,
Mas aprendi a reconhecer os que nos olham nos olhos
sentem nossas dores
reconhece nossos amores
E sabem amar
A esses mesmo que indo
ficam em nosso coração e em nosso olhar
e neles pegamos carona
e neles iremos ficar
E de nós iremos gostar
Por neles podermos nos enxergar
E descobri o quanto eu havia me enganado
Por haver me abandonado
Me esquecido em algum lugar...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Despedida


Os dias estão correndo
E vem chegando a hora de nos despedir
seja pelo vencimento de alguma enfermidade
Ou mesmo pelas travessuras da vida
Que o fará tomar outro caminho,
Mas para poupar meu coração
Não quero dizer adeus
Quero ter a piedosa sensação que irei encontrá-lo daqui a pouco mais
Só quero um último abraço
O seu, o suave, aquele demorado
Sentir seu doce afar
Sonhei com seu beijo
Não aquele ardente que perde o sabor
Mas o doce, gentil, o puro sem malícia
Aquele que faz os corações baterem no mesmo ritmo...
Quero olhar seus olhos pela  última vez
Aquecer meu coração com o sol
que nele há
Tocar suas mão suavemente
Como da última vez que por ti, elas foram tocadas
E que ao me abraçar, estejas abraçada nossas almas
E que ao sorrir, estejas abençoando nossos caminhos
distintos
Sei que logo chegará o dia, que se
Pela misericórdia dos céus,
Irei estar lembrando do que me ensinaste
E mesmo que não achá-lo mais, quando o procurardes
Que eu possa ter a clemente esperança
Que quando ouviu meu nome, sorriu secretamente
E quando lembrou de mim
Suspirou, abençoando-me
E quando leu meu nome, orgulhastes
E que eu tenha te feito sentir amado
Não desejado em paixão
Nem cobiçado como troféu
Mais que amigo, mais que irmão
Amado com o amor mais nobre que há
O amor, inocente, consciente
Que reconhece suas qualidade, que enxerga
a sua alma, a sua calma
E que isso o fez a me apegar, e sentir esse terno afeto...
E que eu sonhe para sempre com seu beijo* de despedida
E que não envelheça jamais este sonho
Porque não envelhece aquilo que nunca aconteceu*...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dois Poetas



Se olharam
E por um instante
Esqueceram seus olhos um no outro
E juntos sorriram
E por um instante pararam
Seus corações bateram como que juntos
Seus pensamentos cruzaram
E a admiração cresceu justamente aonde
As palavras não chegaram;
Suspiraram
Como se estivessem amando
Suas mãos suando
Um no outro alcançaram
Se abraçaram
Como se fosse longo seu co-existir
Indagaram,
A si mesmo o que sentiam
Imaginaram
Que em outro existir já se amaram
Riram de si mesmos
Sem se quer desconfiarem
Que pensavam o mesmo;
Confundiam
Seus silencio com pensamentos
Que tanto significavam
Ouviam
Vozes dos por perto sem
Entenderem o que falavam;
Se perguntaram
Por que tantos anos um do outro isento?
Sem palavras;
Alguns acreditam que são loucos
Outros acham que são irmãos
Ou mesmo que a alma dos dois se completa
Todos gravemente se enganam
Não é amor romântico
Nem parentesco de outra era
Os dois corações bateram juntos
Pois é assim o coração de poeta!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pobre Mendigo!


Olha só para aquilo!
Pobre mendigo, vem pelas ruas
Nem sequer reparou a luz da lua
Nem se quer tem um abrigo!
Pobre mendigo de sentimentos, o que fará?
Suas roupas e seu coração feitos de retalhos,
Sua panela de comida
Está vazia, quem o sustentará?
Vem mendigando um sorriso
Vem mendigando atenção!
Quem confortará seu coração?
Pobre mendigo!
Nas ruas sem as atenções
Nas ruas escuras desses corações
A tristeza mendigando um sorriso
Na esperança de amor refugiando-se 
Fazendo-o de abrigo...
Pobre mendigo!
Está seguindo a luz da lua
Vai-se sumindo pela rua
Mendigando um sorriso
Pobre mendigo!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Meu Lugar




Não quero saber das ironias de Quintana,
Não por hoje
Nem das melancolias de Keats
Nem do romantismo de Shakespeare
Ou mesmo das sabedorias de Chaplin
Não quero os uniformes reluzentes
Nem os saltos charmosos
Chega de cara rebocada
Cílios postiços e cabelos lambido
Quero é vestido de praia
Flor no cabelo
Pés descalços na areia
Braços abertos contra o vento
A sentir o abraço da natureza
Quero ouvir as melodias dos pássaros
A poesia das estrelas
Quero ficar um pouco sozinha
Só eu e as montanhas,
E o cheiro do mato molhado
E o designer das borboletas
E as arquiteturas dos cânions
E a engenharia dos corais
Quero me contagiar
com a alegria das flores
Quero estar em meio a paz
Que o natural nos oferece
Pois é ali o meu lugar!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Como Diz O Poeta, "Não Existe Tempo Na Poesia"


Como diz o poeta, não existe tempo na poesia
Sempre voltamos a viver
quando alguém nos lê.
Ah, admirado poeta, assim serás eterno
Cada vez que nos convida a uma valsa entre as letras e versos
Ah poeta eterno, em meu coração vive uma bailarina
Que dança a cada escrito
Invejaria Keats viver, como tu tens vivido
A arte, o poema, o natural jeito de ser
Eternizando assim em escritos, o seu viver...
E mesmo que não haja,
Um amor que te encoraja
Seu eterno romance está nos versos
Sendo o teu mais grandioso universo
Fazendo assim a criança que em mim há
Deslumbrada, sempre o admirar!
E no dia no qual pude o ler
Meus olhos mal podiam acreditar
Tu conseguistes fazer
Poetas outrora mortos, em seus escritos habitar!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Amigo Confidente





Conte-me suas dores
Elas parecerão bem pequenas depois...
Me descreva seus medos
Eles perderão a importância
Porque temos pouco a nos preocupar
Quando encontramos um ouvido atento...

Amigo Confidente


Aos Mestres

Este texto é dedicado aos mestres que nos ensinaram uma profissão.
Dedicado aos Professores Dr. Jaquiel Fernandes, Marinei Pacheco, Michele Patrícia e aos Técnicos em Radiologia
Willian Nascimento e Heliomar.


Não sabemos o que pudemos lhes oferecer
Mas os senhores nos fizeram acreditar nas pessoas
E no sentimento humano

Obrigado por mostrarem o caminho
Obrigada por nos ensinarem com carinho

A técnica a gente aprende na teoria
A habilidade adquirimos com a experiência
Mas o Humanismo a gente aprende com gente
Mas com gente de verdade

Gente que goste de gente
Gente que gosta da gente!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Nicole


Seu dia especial se aproxima
E seu pai nem está lá para desejar tudo de bom
E te oferecer aquele abraço que sempre faltou
Desde o dia de sua ausência...
E nem isso foi capaz de sensibilizá-los.
Sua mãe em crises tão complexas
Os seus em volta com criticas infundadas
E a dor que sente a motiva ficar calada
Pois qualquer palavras pronunciada poderia se converter em lágrimas
E nem isso foi capaz de sensibilizá-los...
Eu gostaria de morar perto
Para ser um abraço consolador
Ou uma palavra amiga
Não posso trazer seu pai de volta
Nem posso curar as crises de sua mãe
Não posso sensibilizar as pessoas que te ignoram
Que te criticam, que te ferem por negar um sorriso,
Mas posso amá-la como amiga, irmã
Posso influenciar outros ao mesmo
Afinal, temos grande poder de influencia, mas muitas vezes são usados esse poder
para o mal...
E vamos juntar todos que te prezam assim como eu, e te rodearemos
E lutaremos juntos pela sua força
Até que os de mais vejam como estiveram errado ao achar que a dor em seu coração
Fosse arrogância...
Como difere uma coisa da outra!
Mas, amiga, você não está só, e é em momentos dolorosos que se revelam
Os que sinceramente se preocupam com você!
Logo após a curva, você dará de frente com a felicidade, e quanto a nós,
Nós estamos aqui, na torcida por você, e lembre,
Não se isole, porque ninguém é tão bom
Quanto todos nós juntos!