quarta-feira, 23 de maio de 2012

Esse Meu Poetar...



Não preciso de muito,
Esses caracteres e uma folha em branco, já me são suficiente
Lembrar de meus sonhos, desejos, loucamente
E gravar em palavras para se tornarem eternos...
Tão singelos quanto o sonhar de uma criança
Que ensina a nós, o que é ter esperança
Com toda a doçura que encontramos na infancia
Mas com a força que a vida adulta nos compete...
Compele...
De forma tão sincero esse meu poetar
É so fixar em ti esse meu curioso olhar
e prestar atenção no que me diz
Me ensinando, que tão pouco preciso
para ser feliz
assim, como que com tão pouco está a me fartar
Palavras escolhidas e temperadas, para esse meu poetar
Ah... esse meu poetar,
Minha inspiração vem desse seu olhar
E também, minha atenção, fixar
Em pessoas simples, sinceras que estão a me rodear
Olhar depois da esquina
e perceber o quanto a vida nos ensina
Que a verdadeira alegria, nao vem apenas de estar sempre a sorrir
Mas aprender a chorar, e a dor dos que eu amo
poder repartir
chorar com os que choram, consolar, investir
Em pessoas aparentemente fracas, mas que tem tanto para se descobrir
Ver aqueles que amamos
Voltar a sorrir
por um bom conselho, palavra certa, ou palhaçada
Mas que a convença que é muito amada
Assim, como me sinto ao seu lado
Meu coração, o tem conquistado
E o conquista e o supreende
Cada vez mais a me inspirar
Para novos "poetar"...

A Vida Do Jovem Poeta John Keats





Bem jovem, já sozinho
A peste levou a quem tanto amava
Precisou ajeitar-se no caminho
Planejou a vida do jeito que dava
Seu pai incentivou a ser médico
E olha que dom não lhe faltava
Mas sua mãe o fizera prometer
Que seria muito bem cuidada
A vida de seu jovem irmão
Que a peste também pegara...
Tão jovem, com tamanha responsabilidade,
Na profissão de médico, que lhe adiantava?
Via morrer sua família inteira
E simplesmente não podia fazer nada
Saiu da medicina, foi ser poeta
Ainda assim sua vida não mudara
Continuava a mesma sina
Sua jovem mente perturbada ...
Viu dissolver-se em seus próprios braços
A vida de seu irmão enquanto o abandonava
Olhava com revolta, sem entender as coisas
Enquanto aquela caixa estava a ser sepultada
Morou de favor com um amigo
Que lhe deu força, trabalho e morada
Escrever era sua profissão
Mas sua obra não era notada
Talvez precisasse ver as coisas diferentes
Ou inspiração certa ainda não encontrara
Até que conheceu uma jovem bela
Era Fanny Brawne, por quem se apaixonara
E para sua surpresa, pelo jovem Keats
Também estava apaixonada
Os melhores textos já vistos
Suas melhores obras publicadas
Foram feitos para seu mais doce amor
A quem sentido a sua vida dava.
Os jovens enfrentaram desafios
Keats era pobre, e solução não encontrava
Como poderia casar com sua querida
E não ser capaz de sustentar sua amada?
Viajou para Londres,
Na sua mente, a coisa estava bem planejada
Keats ia trabalhar e guardar dinheiro
Depois voltar e casar com sua fada...
Nessa viagem de retorno
Muito frio passou em sua terra gelada
Keats veio a adoecer
Da mesma peste que matara
Toda sua família de forma cruel
Agora era sua hora que estava marcada
Pois em seguida era seu corpo
Que gelado descansava
De forma tão injusta, como costuma ser a vida
naquela sombria caixa sepultada
Foi poeta amou e foi amado,
Mas no fim ficou contabilizada
Numa triste história do passado
Sua vida registrada
25 anos de dor, 3 anos de amor
E mais nada.